Ontem revirando diários antigos e papeis rasgados minha memória foi ativada com alguns escritos que haviam sido esquecidos, tão antigos que chegam a ser épicos nas minhas estórias cósmicas. Sobre viagens, pessoas e sensações. Trechos e alguns amassados para a lixeira do constrangimento. ou não?
" Eu sou como dizem, alguém que distante permanece. "
" Gosto de amar os amigos com sentimentos artísticos. "
" Nunca tenho as mesmas vontades. "
" Eu não sei cantar, na verdade não tenho uma grande voz, ela é singela e fraca, uma coisa tão despercebida que parece mentira. "
" Sou um sopro, leve e invisível, indo para todas as direções com distintas funções. "
" Sobrevivo a mim mesmo todos os dias. "
É estranho ler sobre meus escritos, as vezes não lembro sobre o que eu escrevia nem se estava destinado para alguém. Apenas lá, borrados, rasurados, amassados e deteriorados pelo tempo. Acho que quando ficamos adultos e somos castigados pelas responsabilidades é necessário voltar no tempo quando a serenidade da infância permeia sobre nós. Penso que qualquer idade é de extrema importância que tenhamos um baú guardando coisas que mais amou ou coisas que descobriu. Meu avô havia dito que um baú de memórias é como um pedaço de você que vai sendo preservado durante a contagem dos dias.
" Ir para as montanhas, lá onde o vento se esconde guarda um segredo solitário. "
" Percebo que tenho uma grande afinidade para observar planetas, eles são honestos. "
" Ladrões roubam meus sonhos noturnos, quando desperto na manhã, meus sonhos são esquecidos. "
Eu fui empilhando as cartas escritas e não enviadas, dedicadas à pessoas que já partiram para o outro plano espiritual. Palavras acolhedoras e coloridas para aqueles amigos que me abraçaram com todo o amor e carinho como uma família. Jamais, em qualquer existência deixe de escrever seus sentimentos para alguém. { Uma ou duas lágrimas cairam nesta postagem }
" Minha senhora das rosas, eu vou visita-la algum dia no céu e abraça-la como fez comigo quando me viu pela primeira vez."
" Aqueles olhos no fim do corredor eram tão belos, eu o amava quando sorria e quando trazia-me todos aqueles livros de capas estampadas."
" Hei de anotar todas as vezes que você passar, assim saberei quando irá me visitar. { dedicado à um cometa }"
Segunda em B-R-O-BRO.





