A Sabedoria vem dos Invernos...

Os invernos são profundos, na imensidão do inconsciente me perco para encontrar-me em um lugar onde os sorrisos sejam mais frequentes. Toda tormenta passa arrastando a alma para caminhos tortos, mas essa mesma tormenta é como uma mãe que ensina seu filho sobre as dificuldades da vida. O inverno não é denso, nem pesado. Ele é frágil como um floco de neve caindo no domingo de manhã, tem um sabor limpo quando derretido na primavera.


... Ah como são belas as Nuvens
Que se espalham com uma ligeireza
Formando densas camadas de cores negras
E as Tempestades estão por vir
Hoje todas as memorias hão de despertar
Lembranças de uma era que ainda vive
Vilarejos, casas, camponeses...
Ah como me é demais familiar
Caminhos em uma trilha de um bosque
Névoa e assovios no ar
Quando as nuvens demoram a chegar
Ainda estou no caminho de casa.
Os sinos da igreja ao longo da estrada de pedra
O vestido acobreado borrado de lama
Os pés congelados e a respiração forçada
Os longos caminhos dos antepassados
As árvores que se formam em arco
E as pequenas flores singelas do que restou da primavera
Chegou o inverno cá em mim...

"A lua me lembra você. 
Tão bonita, tão brilhante e distante."




4 comments:

  1. Pude adentrar o poema, sentir sua dimensão.

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  2. baaah, Anite, soa como se tu traduzisse cenas que presenciou em outra vida *.* amei :D

    xoxo

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